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24.11.04
O último crepúsculo
Carmen não imaginava que pudesse sair da boca de alguém um ar tão quente como o que saiu da de Gustavo. Sentiu-o na sua nuca, depois do estampido e antes dele cair. Antes de também ir ao chão, Carmen viu Leopoldo envolto numa moldura embaçada, com os olhos no revólver fumegante como se perguntasse porra, Carmen, por que você foi se meter entre a bala e esse infeliz. Quando enfim caiu, Carmen estava perplexa demais para sentir dor. Ainda assim ouviu o grito de bala alojada de Gustavo espantar uma revoada, enquanto seu sangue manchava de vermelho aquele fim de tarde inevitável.
Esse passou às 3:49 AM
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