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28.11.05
Do batente, no tapete, pra fora
Permita-se, vista-se
Daquele jeito, bem vistosa
E saia das minhas vistas
Nesse lar não cabem três
Já tivemos nossa vez
Deixe-se lá
Cuspa assim, beije de lado
Consinto o seu acinte
Não há porquê, mas brinque
Somos felizes naqueles retratos
Hoje, as fotos não pintam mais
os fatos
Por trás desse crepúsculo
Inescrupuloso de tão belo
Há o meu profundíssimo desejo
De que tudo dê certo pra você.
Mas, agora, olhe em volta
Pelo menos, sinta.
Eu, eu sinto muito
Já senti muito
Sinto, sempre.
Esse passou às 12:05 AM
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