28.11.05

Do batente, no tapete, pra fora

Permita-se, vista-se
Daquele jeito, bem vistosa
E saia das minhas vistas

Nesse lar não cabem três
Já tivemos nossa vez
Deixe-se lá

Cuspa assim, beije de lado
Consinto o seu acinte
Não há porquê, mas brinque
Somos felizes naqueles retratos
Hoje, as fotos não pintam mais
os fatos

Por trás desse crepúsculo
Inescrupuloso de tão belo
Há o meu profundíssimo desejo
De que tudo dê certo pra você.

Mas, agora, olhe em volta
Pelo menos, sinta.

Eu, eu sinto muito
Já senti muito
Sinto, sempre.


Esse passou às
12:05 AM

 


15.11.05

Redemoinho

A intempérie destempera
Exaspera
Torna áspero o ser.

E imperiosamente
Latente
Fica assim esse viver.

Quando a sina desatina
Desanima
Tudo explode sem alarde.

E a lágrima despejo:
Morreu o desejo
Antes de virar vontade.


Esse passou às
3:04 AM

 


:::Circular

:::Caras e bocas